USP oferece curso de “siririca”

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USP oferece curso para ensinar alunas a prática da masturbação feminina em Semana da Diversidade. A repercussão nas redes sociais foi imensa. Muitos internautas esculacharam a instituição.

A Semana de Diversidade promovida pelos alunos do Centro Acadêmico da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) já está na sua terceira edição, mas uma atividade que faz parte da programação deste ano provocou críticas: a “Oficina de Siririca” (termo usado para se referir à masturbação feminina).

O assunto ganhou repercussão nas redes socias e alguns internautas questionaram o uso de verbas públicas da universidade. “Dinheiro público financiando essa palhaçada”, dizia um dos comentários na publicação. “Orgias sexuais agora fazem parte da grade de formação acadêmica”, afirmava outro.

Em nota, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) afirma que não participou da organização da III Semana da Diversidade e rebateu às críticas sobre o suposto uso irregular de dinheiro público.

“Este é um evento promovido apenas pelos alunos representados pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC) e não há utilização de verbas da FMUSP. Respeitamos a liberdade de expressão dos estudantes e a livre expressão de apoio à diversidade.”

Segundo os organizadores, o objetivo do evento, que acontecerá dos dias 13 a 18 de agosto na FMUSP, é trazer para o espaço universitários assuntos que são pouco abordados na graduação e que são considerados relevantes para a formação de bons profissionais de saúde.

A organização do evento também respondeu às acusações. O texto diz que as despesas foram todas cobertas pelo Centro Acadêmico Oswaldo Cruz, e não pela Universidade de São Paulo.

“Entendemos que a USP é uma universidade pública e que o espaço da nossa faculdade é mantido por recursos públicos; mas, em momento nenhum, indivíduos são impedidos de organizarem seus próprios eventos aqui dentro”, diz o texto.

“Conhecer o próprio corpo, decidir sobre ele, buscar o prazer, ter desejos e vontades – todas essas ações são criticadas e reprimidas, o que leva não só a problemas na satisfação sexual, mas também a maternidade compulsória, normatização do assédio e da submissão feminina e falta de entendimento sobre questões de saúde”, diz o texto.

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