Queremos o direito de odiar os religiosos, disse o presidente da associação de Ateus

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Queremos o direito de odiar os religiosos. Com esta frase o presidente da Associação Brasileira de Ateus tenta convencer que a religião é um mal para o Brasil. Com dezenas de ações na Justiça contra Igrejas e religiosos eles lutam contra 98% da população brasileira que diz acreditar em Deus.

A maioria desses processos questiona iniciativas evangélicas respaldadas pelo poder público. Caso, por exemplo, de uma ação contra o prefeito Marcelo Crivella e a cidade que gere, o Rio, “pela realização de eventos religiosos nas escolas da rede municipal”. Há outra contrária à instalação de um templo evangélico na sede do Bope, tropa de elite da PM-RJ.

A investida judicial se estende a outros credos, como o católico (“doação de um terreno para imagens em Aparecida-SP”) e a umbanda (“construção de monumento à Iemanjá em Cidreira-RS”).

Mas a Atea também está na outra ponta da espada – como alvo do Ministério Público paulista, que já pediu a instauração de inquérito policial por postagens no Facebook da associação consideradas ofensivas e que poderiam incorrer na “prática de crime de ultraje a culto”. Em outras palavras: intolerância religiosa.

É isso mesmo, admite o presidente da Atea, o engenheiro Daniel Sottomaior, 46. “A gente quer odiar a religião, ela merece. Querem nos culpar por memes religiosos? Pois nos declaramos culpados desde já.”

Publicação recente traz a reportagem de um museu em Amsterdã com “a maior coleção de deformidades humanas” (fetos com deficiências guardados em jarros). A legenda: “OBRIGADO, SENHOR!!!”.

Dois posts em particular provocaram ira ao pegar carona em momentos de comoção global para questionar a fé de bilhões. Ante a foto de um menino sírio de 3 anos de rosto enterrado na areia, após se afogar tentando chegar à Grécia, a Atea fustigou: “Se Deus existisse, seria um canalha.”

Dois dias após a tragédia aérea com a Chapecoense, nova provocação: uma foto do time rezando em campo e outra do avião destroçado, mais a legenda “pode confiar, amiguinho, Deus é fiel”.

Sottomaior prega o ódio contra religiões e acha que isso não é sinônimo de intolerância contra seus adeptos (“ideias não têm direito, pessoas sim”). Ao mesmo tempo, critica o que julga ser preconceito contra os descrentes.

Ateus devem possuir o direito de odiar religiosos?

OBS: Todas as imagens postadas nesta reportagem foram extraídas do perfil dos ateus no Facebook. Veja como eles discriminam os religiosos visitando este link: ATEA – Associação Brasileira de Ateus 

 

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