Prostitutas entram na justiça contra o aplicativo Tinder

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Prostitutas entram na Justiça solicitando a proibição do aplicativo Tinder em território nacional. O SindiProsti-ES acusa de concorrência desleal e falta de profissionalismo o que as “periguetes” estão fazendo nesta rede social.

O Sindicato das Profissionais do Sexo do Espírito Santo acionou a Justiça solicitando a proibição do aplicativo Tinder em todo o Brasil. Segundo Tábata Nogueira Diniz, presidente de honra do SindiProsti-ES, o aplicativo oferece concorrência desleal ao serviço prestado pelas profissionais do sexo. “As periguetes estão se oferecendo gratuitamente no aplicativo e roubando mercado de quem se qualificou para a prestação deste tipo de serviço. Uma profissional do sexo só quer trabalhar, elas não, elas querem roubar o marido de mulheres que nem imaginam que seus esposos usam o Tinder”.

Segundo pesquisa realizada pelo SindiProsti-ES, apenas em 2017, 48% dos clientes deixaram de solicitar o serviço profissional por conseguir mulheres vulgares gratuitamente por meio do Tinder, e sem precisar pagar o taxi da prestadora de serviço. Tábata afirma que o barato sai caro, pois, “você não paga pelo serviço mas depois paga com seu tempo justificando no whatsapp porque não quer mais sair com a pessoa. Com a prostituta você só paga o cachê. Com a vagabunda você tem que pagar jantares, baladas, dar presente e ficar com medo dela falar para sua esposa”.

Tábata é ainda mais enfática quando avalia o perfil da concorrência: “Além de desleal a concorrência se vale de propaganda enganosa. No chat dizem que o oral é completo e fazem até gargarejo com o líquido seminal, e na hora h, não fazem nem garganta profunda. Realmente é um absurdo e as autoridades precisam tomar uma atitude”.

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