Mais da metade dos brasileiros vive de “bicos” e a situação vai piorar

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Mais da metade dos brasileiros vive de “bicos e a situação vai piorar. A situação do desemprego no Brasil vai se agravar com a reforma trabalhista. Em breve “carteira assinada” será coisa do passado.

Quase dois terços dos brasileiros precisam fazer “bicos” para pagar as contas. Um estudo do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), revelou que 64,4% da população foi obrigada a buscar trabalhos extras para complementar a renda no 1º trimestre de 2018. No mesmo período do ano passado, a porcentagem havia sido de 57,4%. Além disso, cerca de 80% dos brasileiros fizeram algum tipo de contenção de gastos para equilibrar as finanças. Os principais cortes foram em refeições fora de casa, aquisição de roupas e consumo de artigos de supermercado não considerados de primeira necessidade, como carnes nobres, congelados e iogurtes.

Analistas refazem cálculos e preveem menos vagas de emprego. A greve dos caminhoneiros e um início de ano mais lento do que se esperava fizeram economistas repensarem nas perspectivas de criação de empregos no Brasil em 2018. A nova conclusão dos analistas prevê, além da criação de vagas com carteira assinada menor do que se projetava inicialmente, uma piora na composição do mercado de trabalho — em outras palavras, mais empregos informais e menos formais. A projeção inicial do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, era de 600 mil novos postos neste ano, número que caiu para 460 mil. Para a Tendências Consultoria, uma mudança ainda maior: da estimada criação de 800 mil vagas até dezembro, o número atual é de 350 mil.

 

 

 

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