Autores do impeachment de Dilma podem tirar Bolsonaro da presidência ainda em 2019

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Autores do impeachment de Dilma podem tirar Bolsonaro da presidência ainda em 2019. Os juristas Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal publicaram críticas pesadas ao presidente Jair Messias Bolsonaro. Tudo indica que eles podem estar escrevendo juntos mais um pedido de impeachment.

Em 2016 a dupla de advogados Miguel Reale Jr e Janaina Paschoal escreveram a peça jurídica que colocou fim na Era Petista no governo federal. Também mobilizaram as redes sociais conquistando milhões de seguidores e apoiadores para depor a ex-presidente Dilma  Rousseff.

Em entrevista para Revista Época, o jurista Miguel Reale Jr afirmou:

“O governo Bolsonaro é, antes de tudo, de um obscurantismo rudimentar. É um governo tosco, tal como seu presidente. É um homem intelectualmente indigente. A política reduziu-se à mesquinha intriga palaciana ou nas redes sociais, sob a égide de um dicionarista de palavrões residente nos Estados Unidos”. 

Janaina Paschoal usou o Twitter pra criticar os apoiadores de Bolsonaro que estão mobilizando uma manifestação para o dia 26/05/19. Confira:

“Pelo amor de Deus, parem as convocações! Essas pessoas precisam de um choque de realidade. Não tem sentido quem está com o poder convocar manifestações! Raciocinem! Eu só peço o básico! Reflitam! Àqueles que amam o Brasil, eu rogo: não se permitam usar! Não me calei diante dos crimes da esquerda, não me calarei diante da irresponsabilidade da direita”.

O clima de impeachment já é bem evidente em Brasília. Antigos apoiadores estão deixando o presidente de lado e fazendo ferinas críticas. Isso demonstra a perda de prestígio e influência do presidente. Já debandaram do Bolsonarismo o MBL, o cantor Lobão, o ator Alexandre Frota e diversos deputados do PSL (partido que elegeu Bolsonaro).

O dólar superando a marca de R$ 4, a gasolina batendo R$ 5 e o gás de cozinha chegando a custar R$ 100 em algumas capitais do Brasil são também adversários de peso para a governabilidade. Como ano que vem tem eleição municipal nenhum político quer estar associado a crise econômica. Esta conjuntura faz crer que o impeachment possa entrar em votação no segundo semestre deste ano.

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