Gilmar Mendes e o diploma falso

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Gilmar Mendes está envolvido em mais uma polêmica. Desta vez a polêmica envolve um diploma falso de curso superior. O Ministério Público Federal acatou a denuncia e segue o processo.

Renato Parente, responsável por cuidar da Comunicação do ministro Gilmar Mendes nas presidências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008, está sendo processado na Justiça Federal por falsidade ideológica. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), recebida pela 10ª Vara da Justiça Federal, o assessor de Gilmar, “livre e conscientemente, inseriu, em documento público, declaração ideologicamente falsa”. Sem ter diploma de nível superior, Parente teria feito isso para tomar posse como Secretário de Comunicação do TST. Atualmente, ele trabalha na Comunição do IDP, de Gilmar Mendes, e da Igreja Universal.

Técnico judiciário de nível médio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, Parente foi assessor de imprensa do juiz Nicolau dos Santos Neto, o “Lalau”, responsável por desvio de dinheiro das obras do tribunal em 1998. Em 2001, sempre montado na história do falso diploma, foi levado pelo ministro Marco Aurélio Mello para o STF, para assumir a Secretaria de Comunicação Social. Em 2006, ainda pelas mãos de Mello, passou a ocupar o mesmo cargo no TSE. Nas duas oportunidades, contratou, sem licitação, a Fundação Padre Anchieta, subordinada ao tucanato paulista.

Em 2008, Parente tornou-se o braço midiático do então presidente do STF, Gilmar Mendes, de quem passou a zelar como se fosse um capataz. A um repórter, no Acre, que ousou perguntar se Mendes era pecuarista, Parente ofereceu um pisão no pé. Em 2009, a pedido do chefe, conseguiu censurar temporariamente um programa da TV Câmara, no qual o autor desta matéria fazia críticas ao seu padrinho e patrão.

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